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quinta-feira, 23 de junho de 2011

D+E².C+C.H³ = PRÊMIOS!

O mês de junho de 2011 foi, sem dúvidas, um dos mais atípicos destas minhas (quase) duas décadas de existência. Em um misto estranho de preocupação, raiva, cansaço e felicidade, eu repensei inúmeros aspectos da minha vida (principalmente acadêmica) e cheguei à conclusão de que é exatamente isso que eu quero pra mim. 

Toda a história começou na noite do dia 31 de maio, quando foi divulgada a relação dos finalistas do 16º Prêmio Sangue Novo do Jornalismo Paranaense, e lá estávamos nós, concorrendo na categoria Telejornal Laboratório com o Jornal do Quarto, produzido por todos os acadêmicos que hoje estão no 5º período de Jornalismo da FAG. Eu custei a acreditar que estávamos na final. Até porque, presenciei toda a produção e em determinado momento ela me parecia um pouco bagunçada e sem foco, apesar de que o resultado final ficou muito bom. Outro finalista da mesma categoria também era da FAG. Dessa vez, da minha "ídola", uma das pessoas mais sinceras, verdadeiras e competentes que eu já conheci na minha vida: Jéssica Moreira. Ela e toda a equipe da TV FAG produzem o programa Nossa Escola, e quando eu vi o nome dele entre os finalistas, fiquei ainda mais feliz! 

Depois de alguns dias de intensa euforia, era hora de planejar a viagem para Curitiba, onde aconteceria a premiação no dia 09 de junho. No roteiro estavam visitas à Gazeta do Povo, Sindicato dos Jornalistas, RPC TV e OTV. A galerinha da TV FAG fez um clipe bem bacana com os melhores momentos da viagem e assim eu vou economizar algumas palavras: 




Chegada a hora da premiação, fiquei incrivelmente surpresa ao ver que o meu chefe estava ali, no Canal da Música, assistindo a tudo. Sabe quando você faz um convite à alguém, mesmo sem esperanças de que essa pessoa compareça? Pois é, me enganei quanto ao meu chefinho (última foto à direita ali embaixo: Nanci, eu e o chefe, Gerti). Ele foi mesmo! E aí foi ainda mais legal receber o prêmio de 2º lugar com o Jornal do Quarto e ver a minha querida Jéssiquinha recebendo o troféu Sangue Novo com o programa Nossa Escola. 

Toda a galera comemorando os prêmios!           Fotos: Luiz Padilha







Como prova da minha "faceirísse", olha a entrevista que eu dei logo depois da premiação para a repórter do programa Plural, Marcele Antonio




É claro que eu não vou deixar de agradecer ao professor Luiz Sonda, que orientou os dois trabalhos vencedores e vem ganhando a minha profunda admiração a cada dia. Valeu capitão! 

E as nossas comemorações não param por aí. Isso porque essa conquista teve repercussão aqui em Cascavel: outdoors, anúncios e matérias em jornais e matéria no site da FAG.  Estou me sentindo famosa hahahaha :D





Ainda tem mais comemorações e prêmios! Entre os dias 13 e 17 deste mês aconteceu o 1º Seminário Integrado de Práticas Jornalísticas e Publicitárias da FAG. Foi uma semana 'rock and roll', como diria meu adorável professor Claudemir Hauptmann. Eu concorri direta ou indiretamente com 6 trabalhos: síntese noticiosa de rádio Direto da Faculdade, rádiojornal Quinta Frequência, revista Espordivas, revista EcoVerbo, site Agecin e boletim interno de comunicação do SESC. Quando digo 'indiretamente' é porque alguns trabalhos foram desenvolvidos por toda a nossa turma e aí eu não me sinto tão presente. 

Só quem me conhece sabe o nível de preocupação, stress e ansiedade que eu suportei nesta última semana. E depois de tudo, eu só posso dizer que me senti recompensada. Fui premiada com 4 dos 6 trabalhos:

1º lugar na categoria Assessoria de Imprensa: boletim de comunicação interna do SESC, junto com as lindas Marcele Antonio, Tátila Pereira e Bruna Dessbessell.


Bruna, eu, Marcele, Tátila e a professora orientadora, Mariara Silva

2º lugares nas categorias Webjornalismo e Impresso: site da Agecin (com toda a galerinha do 5º período) e revista Espordivas, com a Jéssica Moreira, Marcele Antonio, Tátila Pereira e Simone Lima.


Site Agecin: Jéssica, Max, Marcele, Tátila,professor orientador Ralph Willians e eu

Espordivas: Eu, Marcele, Simone, Jéssica, jurada Poliana Haupenthal, professora Ana e Tátila

3º lugar na categoria Rádiojornalismo: jornal Quinta Frequência (com todos do 5º período).





Imagino que agora vocês estejam curiosos para entender o título desta postagem. Pode ser muita pretensão, mas essa é a minha "fórmula da vitória". Depois de tantas conquistas, eu posso afirmar que pelo menos alguns dos ingredientes para obter o reconhecimento estão ali...

 D+E².C+C.H³ = PRÊMIOS!

Determinação+Esforço².Criatividade+Competência.Honestidade³

 
Se tudo isso faz parte da sua rotina, pode ser que demore, mas um dia o reconhecimento vem.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Intercom Sul 2011. De onde vem, será que tem mais também?

A preparação começou em abril: inscrição paga com antecedência pra garantir a presença; caça ao (micro) ônibus mais barato; técnicas avançadas de convencimento para conseguir que os chefinhos me liberassem por dois dias úteis. O final de maio que parecia tão longe, de repente, chegou. E lá estava eu, às 7h30 da manhã, na frente da FAG, lutando contra um vento cortante, típico de Cascavel. 



A viagem durou +- 7h, com direito a uma parada no Shopping Cidade de Maringá pra almoçar. Chegamos em Londrina e fomos direto para o Teatro Cine Ouro Verde (muito bonito, por sinal) e fizemos o credenciamento, recebendo crachá, pastinha e tudo o mais. A abertura do evento aconteceu na noite do dia 26, também no teatro e mais de 1.000 sonhadores (talvez) estavam presentes.


Com o título "A pesquisa em comunicação no Brasil: não precisamos mais ter medo do contágio", a palestra com a Profa. Marialva Carlos Barbosa foi impressionante. É nessas horas que eu percebo o quão pequena sou nesse mundinho da Comunicação e do Jornalismo. Duas frases ditas por ela me despertaram maior interesse:

Pensar a comunicação é pensar a construção de espaços comuns;
Conhecimento deve produzir humildade e não pretensão.




Outro que também fez uso das palavras foi o Dr. Antonio Carlos Hohlfeldt, presidente da Intercom - que apesar do ar de seriedade, foi bem descontraído no discurso. Destaco a fala final dele, que certamente representa muito pra mim e pra todos os colegas aspirantes a jornalistas:

Chega de informação, nós queremos comunicação!



Não posso deixar de registrar que fiquei absolutamente impressionada com o talento/dom/dedicação de um grupo de "mocinhas da cidade", que encantaram a nossa noite com apresentações revigorantes de acordeon. Lindas (e lindo)!




No 2º dia pude assistir algumas apresentações de trabalhos bem interessantes. Bateu aquele arrependimento por não ter inscrito nenhum. Mas, ao mesmo tempo percebi que tem bastante gente preparada por aí... A concorrência não está pra brincadeira - e nem eu. Reparei que pouquíssimos trabalhos inscritos tinham relação com o Jornalismo Esportivo, o que me motivou a persistir nesse tema para o meu TCC.

A noite foi chegando e com ela a expectativa de assistir a palestra com Sandro Dalpícolo e Laura Rejane. A primeira não pode nem ser descrita como palestra. Foi mais uma aula, muito bem dada sobre a história do telejornalismo paranaense, que aliás é o tema do livro "Uma nova luz na sala", que eu infelizmente não tive a sorte de ganhar :(

Foram aproximadamente duas horas de um bate-papo descontraído, riquíssimo em conteúdo e, acima de tudo, em humildade. O Sandro se colocou quase como um amigo, que por ter anos-luz de experiência a mais, sabe nos dizer o caminho certo a seguir e como conquistar a bagagem necessária para não desistir no meio desse caminho. Até eu, que todos sabem, não sou apaixonada por TV, adorei todas as histórias que ele compartilhou com a gente.





 


Logo em seguida, a coordenadora do projeto "Passaporte SporTV", Laura Rejane, nos contou tudo sobre a seleção dos novos talentos feita pelo canal. Meus olhinhos brilharam, mas foram ficando ofuscados... É o difícil dilema com o qual eu sempre me deparo: trabalhar com jornalismo esportivo, mas não gostar de TV :( 





O sábado e último dia do evento foi pra fechar com chave de ouro, mesmo! Sergio Vilas Boas ministrando oficina sobre como pensar e escrever perfis. Uma delícia! É a essência do jornalismo: lidar com pessoas e contar histórias sobre elas. Foram três horas, que mais pareciam 30 minutos, devido a didática e dinamismo com que o Sergio nos apresentava cada um dos tópicos da oficina.




Já sinto saudades, quero mais e ano que vem estarei lá :)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Alto Bela Vista: um lugar estranhamente bonito

É estranho pensar que um lugar possa resistir à urbanização a mais de 40 anos. Estranho pensar que um vilarejo possa abrigar habitantes tão gentis e hospitaleiros. Estranho pensar que as casas não tem cerca e as roupas amanhecem no varal. Estranho pensar que um lugar não tem policiamento pelo simples fato de não ter criminalidade. Estranho pensar que o luxo e o dinheiro deixam de corromper as pessoas, que estão mais preocupadas com felicidade e tranquilidade. Estranho pensar em um lugar que não é escravo do tempo, onde a pressa não move as pessoas. Estranho pensar em um lugar onde as pessoas são saudáveis e não são dependentes de consultas, terapias e remédios. Era estranho pensar que esse lugar pudesse existir. Mas existe.

Bem-vindo à Alto Bela Vista (SC). O lugar mais 'isolado' que eu já conheci. Possui apenas uma madeireira (a atividade econômica que movimenta o vilarejo), uma escola, uma 'vendinha', uma igreja, um cemitério e algumas dezenas de casas de madeira e de pessoas realmente felizes.









Fotos por Raquel Pratti.

 
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