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terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando a jornalista vira personagem!

Se tem uma coisa que eu acho muito divertida e adoro fazer é buscar meu nome no Google. Sempre aparece alguma coisa legal e que eu ainda não tinha visto! Hoje encontrei algumas matérias em que eu fui a entrevistada e não a entrevistadora (o que é sempre mais difícil, lógico). Olha aí:


01.06.2011

17.11.2011

04.06.2012

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O “espalha brasa” dos ringues

A primeira impressão que se tem ao olhar para Júlio Fabrício Cauan da Silva Wolski é de um garoto tímido, miudinho e bem tranquilo. Bom, tímido ele até é, mas miudinho e tranquilo nem tanto. Com apenas 17 anos, o boxeador cascavelense já demonstrou força e coragem inúmeras vezes nos ringues, é um dos destaques paranaenses na modalidade e promessa de ótimos resultados no Campeonato Brasileiro de Boxe Masculino. Isso mesmo! Em janeiro deste ano, Julio venceu a etapa seletiva para o Brasileiro, que acontecerá entre os dias 02 e 09 de outubro em Vila Velha, Espírito Santo. 

A rotina de treinos e a dedicação justificam a ascensão meteórica do garoto no esporte. Há dois anos e sete meses ele decidiu trocar as partidas de futebol pelo boxe. “Eu sempre jogava futebol com os amigos aqui no Ciro Nardi. Aí um dia vi a academia de boxe ali e resolvi experimentar”, conta. São quatro horas de treino por dia, de segunda a sábado, com direito a fazer alongamento, pular corda, fazer musculação, ginástica e ainda o treino técnico no ringue. E não para por aí. “Também treino em casa, antes de ir para o colégio, com o saco de areia e alguns pesos que tenho lá”, revela. Tudo para aprimorar a técnica. 

Aliás, técnica o garoto tem de sobra! E quem afirma isso é o treinador e grande campeão, Rubens San. “Ele pode parecer fraquinho, mas não é! Tem força e sabe bater no lugar certo. Não é a toa que ganhou o apelido de “espalha brasa”. Quando ele luta é isso que acontece mesmo. Parece que sai faísca”, revela, justificando o apelido que Júlio recebeu. 

Antes de conseguir a classificação para o Campeonato Brasileiro, Júlio também participou de outras competições: Paranaense de 2010, Catarinense de 2010, Torneio entre Cascavel e Marechal Cândido Rondon em abril de 2010 e Torneio entre Foz do Iguaçu e Cascavel em junho de 2010. Foi campeão em todos eles na categoria Peso Galo, para atletas até 54 kg. Entre elas, a vitória mais marcante foi conquistada no Campeonato Catarinense de 2010. Isso porque o pai não estava presente para ver a luta, o que motivou o garoto a vencer. 

Preparo físico, técnica, força, agilidade e coragem. "Não pode ter medo do adversário”, afirma Julio. Esses são os valores que guiam os treinamentos do “espalha brasa”, que sonha em ser profissional no esporte e tem como ídolo e inspiração o campeão mundial Éder Jofre. “Ah, esse menino vai longe! Ele é muito educado, tem boas notas, tem vontade de lutar e não tem vícios, não comete extravagâncias”, elogia Rubens San. 

Antes de disputar o Brasileiro, Júlio e os outros atletas cascavelenses vão participar do Desafio Paraná x São Paulo, que acontece dia 24 deste mês na cidade paulista de Tupã e é uma etapa preparatória para a competição nacional. Vamos torcer para que o “espalha brasa” continue dando muito trabalho para os adversários e traga o título brasileiro para Cascavel!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O pensamento por trás da criação

Um trabalho que exige criatividade, sensibilidade, talento e é a cara dos jovens. O Design Gráfico tem encantado a chamada “geração Z” com o imenso leque de opções que oferece. É possível trabalhar em agências de web, agências de publicidade, jornais, produtoras culturais, estúdios fotográficos, escritórios de design gráfico ou mesmo como profissionais autônomos. 

E a agência de web e comunicação digital WX, de Curitiba, foi o destino do jovem Christopher Ibrahim, de 18 anos. O interesse pelas artes visuais surgiu cedo, quando ainda tinha 14 anos. “Um amigo, que já tinha experiência na área de criação gráfica, me mostrou alguns de seus trabalhos. Então uma coisa levou a outra. Conheci fóruns e comunidades independentes de Design Gráfico e Artes Visuais, onde qualquer pessoa interessada nas áreas poderia expor seus trabalhos e obter auxílio e críticas construtivas para aprimorar suas habilidades”, conta. 

Sem ter um estilo ainda muito definido, ele descreve seu trabalho como uma mescla de imagens e texturas que criam resultados visuais interessantes e distintos. “Cada trabalho é diferente. A temática escolhida depende de uma série de fatores, como por exemplo, o público para o qual será destinado e a mensagem que deve ser passada para este público”, explica. 


Dead Star


Hironobu Sakaguchiu


Smoking is good for health


Peace

Apesar de gostar da prática, Christopher conta que fotografa muito pouco para criar seus trabalhos. “A quantidade de imagens de qualidade disponíveis hoje em bancos de imagens (tanto gratuitos quanto pagos) é enorme. Isso faz com que a fotografia seja necessária somente para obter imagens muito específicas”

Pra desempenhar a função de designer gráfico é preciso mais do que conhecer as ferramentas de criação. É preciso pensar estrategicamente. Christopher explica que até que um trabalho gráfico seja finalizado, ele passa pelas etapas de definição da mensagem – que pode ser comercial, emocional, informativa. Depois é necessário pensar sobre como essa mensagem pode ser passada de maneira clara e objetiva, para que atinja seus receptores. Nesta fase geralmente é feita uma geração de alternativas e é escolhido o melhor conceito visual e também o melhor meio de comunicação para ser utilizado. Só a partir daí é possível iniciar o desenvolvimento final do projeto, que normalmente dura entre 3 e 8 horas, dependendo da complexidade do material. 

Mesmo com toda a exigência intelectual e apesar da área estar em plena ascensão, Christopher acredita que “as pessoas do nosso país ainda estejam descobrindo o valor de um bom design”.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Quem fotografa de tudo, não fotografa nada"

Da praia para a cidade. Da moda para a fotografia infantil. Ela tem só 22 anos e há três já fotografa profissionalmente. Com um trabalho diferente – e um nome também - Huaíne Nunes usa e abusa do poder das mídias sociais e mostra como é possível se destacar em meio ao turbilhão de novos fotógrafos que se lançam todos os dias. 


Nascida em Florianópolis (SC), Huaíne se diz uma “autêntica manézinha da Ilha, dessas que troca fácil qualquer programa para sair para comer um camarãozinho”. Apesar de não ter praias e camarão, Cascavel também conseguiu conquistar essa jovem fotógrafa, que mistura um pouquinho de moda e design para compor suas fotografias – que em pouco tempo passaram de hobby para profissão. 

Com a ideia de que “quem fotografa de tudo, não fotografa nada”, ela escolheu, quase por acaso, a fotografia infantil. “Fotografar crianças era algo natural, uma paixão que vinha de tempos. Crianças são muito transparentes, sinceras e espontâneas, o que sempre rende bons cliques.” 

É, mas os baixinhos também dão um certo trabalho, já que eles é quem ditam as regras nos ensaios. “Não existe ‘faça isso, faça aquilo’. Eu deito no chão, faço piada, brinco bastante e as fotos saem assim, do jeitinho que as crianças são.” 












Mas, nem só de fotografia infantil a Huaíne vive. “No início de 2011, fui pela primeira vez a um grande evento de fotografia em São Paulo, o Wedding Brasil – maior congresso de Fotografia de Casamento da América Latina. Nem preciso dizer que foi uma experiência maravilhosa. É muito bom saber que no Brasil há eventos desse porte, em que os novos fotógrafos podem se conhecer, socializar e, acima de tudo, aprender muito com os profissionais trazidos”, conta. 

Além de aprender, agora ela também ensina! Depois que concluiu o curso de especialização em Docência do Ensino Superior, a ‘Hua’ tentou unir as duas profissões. “Estou lecionando um curso de Introdução à Fotografia em Santa Helena, oferecido pela Tecnodill Cursos. O conteúdo foi todo montado por mim, observando as dúvidas mais frequentes que recebo dos meus leitores. E um episódio marcante foi a primeira aula que lecionei. Duas coisas estavam sendo postas à prova: meu domínio sobre fotografia e meu jogo de cintura como professora. Felizmente, a aula foi um sucesso. Sinto que nasci pra isso”, confessa orgulhosa. 

Todo o trabalho realizado por ela teve um grande aliado pra obter destaque em meio a tantos outros: a internet. Primeiro foi um Flickr, depois um blog, Twitter, Facebook e agora um site próprio, com a marca ‘Huaíne Nunes – Fotografia Infantil’. “A internet é uma ferramenta poderosíssima que se bem aproveitada e explorada, pode trazer muitos frutos. O segredo é ter um conteúdo relevante, manter a humildade e ter sempre uma postura profissional”, revela. 

Diferente de outros profissionais, Huaíne vê o crescimento do mercado fotográfico de forma muito positiva. “Primeiro porque o mercado fica mais abastecido de opções e de novos olhares criativos. Alguns fotógrafos veteranos têm um olhar mais “quadrado”, enquanto os jovens gostam muito de ousar e de quebrar regras. Segundo porque isso abre cada vez mais portas para os cursos superiores de fotografia, que ainda são poucos no Brasil, mas acredito que a tendência é aumentar”. 



"Submeto as minhas imagens à bem pouco tratamento. Apenas uma correção de tons e cores quando é necessária. Dou sorte em ter escolhido a fotografia infantil, pois crianças têm peles ótimas, o que faz com que eu passe bem menos horas na frente de um computador, do que se fotografasse casamentos."


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Um sorriso bem brasileiro

Muito trabalho, pouca educação, mas uma simplicidade e felicidade que dão inveja! Dona Edenir é um personagem quase invisível da vida de vários brasileiros.



O Condomínio Residencial Rio Verde se localiza na Vila Tolentino, bairro de classe média de Cascavel. Apresenta oito blocos, de quatro andares cada, com dois apartamentos por andar, cujo acesso se dá apenas através de escadas. São mais de 120 moradores que entram e saem todos os dias. A difícil tarefa de manter todos os ambientes limpos pertence a uma mulher simples, de meia-idade, que usa sempre os cabelos escuros presos e uma roupa básica, como camiseta e short jeans. 

Dona Edenir, como é chamada pelos moradores, trabalha como zeladora no Condomínio a seis anos. Está sempre com a vassoura na mão e um sorriso no rosto. Dificilmente se queixa de algo, mesmo nos dias mais quentes, chuvosos ou quando a criançada faz aquela sujeira.
Edenir Vaz da Luz e seus oito irmãos nasceram em Campo Mourão, cidade com cerca de 90 mil habitantes. A infância não traz boas lembranças. A vida sempre foi muito difícil. “Meus pais sozinhos não davam conta de criar os nove filhos, então eu e todos os meus irmãos começamos a trabalhar desde pequenos.” A educação ficou prejudicada e ela completou apenas a 5ª série. “Meus irmãos tiveram mais sorte que eu e hoje alguns são até formados.”

Há 16 anos ela, os quatro filhos e o marido - o Seo Alcebíades, que também trabalha no Condomínio prestando serviços de jardinagem; mudaram-se para Cascavel na esperança de ter uma vida melhor. Aqui ela trabalhou como diarista em diversas casas de família. “Todos os dias eu tinha alguma casa para limpar. Às vezes era no Guarujá, outras vezes no Centro ou na Neva. Não sobrava nenhum dia da semana livre”. Na época o salário mínimo girava em torno de R$400,00 e ela conseguia tirar um pouco mais que isso por mês. Para uma família com seis pessoas a renda passa longe de ser ideal, mas ela não se queixa. “As famílias sempre eram muito boas e com o que eu ganhava dava para sustentar a casa”.

Apesar de não reclamar dos anos de diarista, ela confessa que prefere o trabalho de zeladora. “É mais tranquilo e a maioria das pessoas aqui é gente boa”. É, mas infelizmente a maioria não são todos. Dona Edenir se entristece ao falar da discriminação que sofre por parte de alguns moradores. “Muitas pessoas não valorizam os profissionais da limpeza. Às vezes olham pra gente com um ar arrogante, como se a gente fosse inferior a eles. Outros nem sequer cumprimentam.”

Os olhos se encheram de lágrimas quando ela relembrou um dos casos que mais a magoou em todos estes anos de serviços prestados ao Condomínio. “Foi bem constrangedor quando alguns objetos que os moradores deixavam na porta dos apartamentos começaram a sumir e eu fui a primeira pessoa que eles culparam. Esse tipo de coisa é que deixa a gente chateada”.

A profissão exercida hoje não era a que ela sonhava em seguir quando era pequena. “Eu queria ser professora para ajudar as crianças a ter uma educação melhor, para que elas não ficassem nas ruas correndo perigo.” Como não pode realizar esse sonho, ela se dedica à educação dos dois netos, uma menina e um menino. “A gente sempre tenta fazer de tudo pra que eles tenham uma educação melhor do que a nossa”.

Aos 53 anos de idade, Dona Edenir se diz uma pessoa feliz com a vida que leva. “Tenho minha casinha e com o salário de zeladora dá pra criar a família. É claro que eu mudaria muita coisa se pudesse, mas desse jeito está bom”.

O trabalho para ela é como uma terapia. “Faz bem até pra minha saúde. Antes eu ia no PAC uma vez por semana tomar injeção para controlar a pressão, mas depois que comecei a trabalhar eu só precisei voltar lá uma única vez.”

Assim como a maioria dos brasileiros, ela e a família não possuem plano de saúde e reclamam do atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cascavel. “A saúde aqui é bem precária, ainda tem muito o que melhorar.”

Outra coisa que ela também acredita que pode melhorar na cidade é a limpeza das ruas. “Acho tudo muito sujo”. E olha que disso ela entende. Afinal, quando não está trabalhando no Condomínio está trabalhando em casa. “Nos finais de semana minhas filhas me ajudam e a gente faz uma faxina, limpa tudo lá em casa.”

Mesmo com o sorriso estampado no rosto, Dona Edenir não esconde o desejo de se aposentar. “Ainda preciso de mais cinco anos de trabalho com a carteira assinada. Depois disso vou curtir bastante meus netos, ver eles crescendo”.

É, mas se os anos custam a passar, os minutos que ela gentilmente cedeu para esta entrevista passaram rápido demais. “Preciso voltar ao serviço agora, se não não dou conta de terminar tudo hoje”, disse ela, um pouco sem jeito por ter que encerrar a conversa.

E lá foi a Dona Edenir, carregando o balde em uma mão, a vassoura na outra e sustentando sempre um sorriso no rosto. Sorriso este que marca uma vida cheia de dificuldades e muito trabalho, mas que ao mesmo tempo revela uma felicidade e simplicidade tão verdadeiras que causariam inveja em muita madame por aí, que costuma não perceber a vida que se esconde por trás destes personagens invisíveis do nosso dia a dia.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nilceu dos Santos, o "The Flash"


É isso aí. Foto ao lado do "cara" do ciclismo brasileiro, o cascavelense Nilceu dos Santos mais conhecido como "The Flash", que gentilmente nos recebeu em sua casa para uma entrevista. Ele é um dos personagens da nossa reportagem sobre o ciclismo, que em breve estará concluída e aparecerá aqui no blog. Obrigada Nilceu! :)


OBS: Uma miséria de troféus, né?

domingo, 15 de novembro de 2009

Entrevista - Ricardo Marcelo Sachser


Entrevistado: Ricardo Marcelo Sachser, 21 anos, monitor de Neuroanatomia e acadêmico do 6º período de Psicologia da Faculdade de Pato Branco – FADEP.
Tema: Orkut.


1. Qual seu ponto de vista pessoal em relação ao site de relacionamento orkut?


A utilidade do orkut é plenamente relativa e dependente do contexto e do perfil (histórico psicossocial singular) do indivíduo. Creio que não seja possível encontrar uma posição determinista sobre o site, mas acredito que isso seja muito pessoal sob a ótica de cada um; particularmente eu acho uma ferramenta muito boa para me comunicar com os meus amigos e compartilhar (através de fotos) momentos marcantes da vida. Existem aqueles que utilizam do orkut intuindo obtenção de status social, pedofilia, capitalismo, prostituição, etc.


2. Como você avalia o constante uso do orkut por parte, principalmente, dos mais jovens? Acredita que a maioria visa essa obtenção de status social?


O jovem, por questões psicológicas, sociais e até mesmo fisiológicas, tende a buscar incessantemente o "novo", ele busca a inovação em todos os contextos objetivando o status social referente a um grupo, uma crença, um relacionamento, etc. Na verdade o jovem projeta numa página de internet a sua ideal versão enquanto ser, ou seja, ele objetiva colocar ali o ser humano ideal e feliz que ele sempre quis ser, logo estas são as chamadas máscaras.


3. Em que aspectos o orkut influencia mais diretamente na vida de um universitário?


Se for bem utilizado, passatempo, diversão, entretenimento... Se for mal utilizado, despersonalização. A pessoa tende a assumir posições passivas perante os problemas da vida. O orkut manipula o indivíduo a agir de acordo com as suas imposições, que seriam do contexto social. A internet lapida a personalidade do sujeito que não possuir uma estrutura psicológica para lidar com tais imposições, ou seja, a mídia em si exerce influência sobre a personalidade do indivíduo. Uma propaganda comercial pra mim é apenas uma propaganda, mas para pessoas vulneráveis ao contexto ela termina sendo uma exigência e isso, progressivamente, lapida a subjetividade do sujeito e ele acaba por ser um produto e não um "ser humano".


4. Por que, em sua opinião, o orkut tornou-se um vício? Quais são os principais motivos que levaram a essa grande popularização do site?


Carência. Sim, as pessoas necessitam ser aceitas em grupos e essa aceitação quando não-recíproca gera angústia e o ser sente-se isolado socialmente. Logo, criando uma imagem muitas vezes 'falsa' de si, ele se sente acolhido. É a necessidade de relacionar-se.


5. Com relação à formação do caráter profissional, o orkut teria um poder de influência real?


Particularmente eu tenho experiências boas quanta a conhecimento na área onde eu pesquiso. Muitas vezes consegui contatos bons com doutores, mestres e mestrandos para trocar informações sobre determinados assuntos que de certa forma vieram a adir na minha formação enquanto acadêmico. Creio que se a pessoa souber utilizar essa ferramenta, muito se têm a contribuir.


6. De que forma você avalia o uso do orkut por parte das crianças?


Eu acredito que a inserção virtual de crianças é muito precoce e isso de certa forma prejudica ela no seu desenvolvimento enquanto pessoa.


7. Quais os principais riscos que você acredita que elas estão sujeitas a correr através desse "mundo virtual"?


Os riscos são múltiplos e isso depende da criação e educação de cada um, mas acredito que a própria estrutura psicológica da criança não está desenvolvida, logo, as implicações podem ser devastadoras.


8. Qual deveria ser, em sua opinião, a posição dos pais com relação à proibição ou não do acesso dos filhos ao orkut?


Eu acho que deveria ser controlado pelos pais, mas não necessariamente proibido. A questão de aconselhar o filho a não aceitar qualquer contato e não entrar em comunidades que estabeleçam vínculos com conteúdos ilícitos.


9. O que você considera como principal atrativo oferecido à criança para que ela queira ingressar nessa rede de relacionamento?


Tudo é fácil, simples e rápido. É uma forma de entrar em contato com as fantasias da criança, com o seu mundo imaginário e de querer encontrar coisas novas para sua vida!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Entrevista de perfil - Lucinha Silveira



UM SONHO, UMA REALIZAÇÃO E UMA HISTÓRIA PARA CONTAR

Entre tecidos, lápis, papel e um turbilhão de ideias, Maria Lúcia Silveira, 46 anos, mais conhecida como Lucinha Silveira, se tornou ícone da moda em Cascavel e região. Pioneira da alta costura na cidade, empresária, estilista conceituada e mãe de dois filhos, não deixa de cuidar da beleza e pessoalmente de seus negócios. Com muito “jogo de cintura” a estilista consegue conciliar família, estudo, trabalho e ainda sobra um tempo para dar entrevistas, mostrando o que muita gente ainda não sabe. É em meio a esse corre-corre que Lucinha Silveira, relembra o passado e nos conta de uma forma descontraída o que a fez conquistar o sonho de menina que hoje se tornou uma realização de mulher.


Um pouco de história...

Eu nasci em São Paulo/SP e com cinco anos me mudei para Londrina, norte do PR. Foi ali que vivi até concluir minha graduação. Sempre gostei de moda. Desde criança eu desenhava na escola para as coleguinhas e professores, e isso foi fazendo parte do meu dia-a-dia. Já nessa época eu olhava as vitrines e sabia que ia trabalhar com isso, geralmente o que me atraia eram os vestidos de festa e de noiva. Eu olhava e imaginava: eu vou fazer isso algum dia.
Eu não pude começar a realizar esse sonho como eu queria, já que na época só tinha curso de Moda em Minas Gerais. Então, acabei fazendo Educação Artística na UEL que é mais relacionado à moda, por ter desenho.
Comecei a trabalhar com 15 anos, justamente numa loja com roupas de festa e de noivas, onde já desenhava. Eu sempre fui um pouco autodidata, inclusive quando eu ia me formar no Magistério levei o desenho do vestido que queria para o dono da loja. Quando ele viu os desenhos perguntou se era eu quem os fazia e logo me pediu para que desenhasse para alguns clientes japoneses. Aceitei. No dia seguinte, fui contratada pelo Seu Antônio e lá fiquei por sete anos.

Após esse primeiro emprego, você fez cursos na área da moda? Quais?
Fiz. Nossa! Não dá nem para lembrar, foram tantos. Todos os cursos ligados ao desenho, não só de moda, como também desenho artístico, desenho publicitário, desenho de cabelo, desenho de nus, desenho de cabeça... Tudo que aparecia eu fazia; não só em Londrina, como em São Paulo, e agora pela internet eu continuo buscando aprender mais. Atualmente faço Pós-graduação em moda e me formo em novembro. Eu nunca paro: faço curso fora, como já fiz em Paris e em Santa Catarina com o estilista Ronaldo Fraga, um dos melhores do Brasil. Temos que estar sempre nos aperfeiçoando, e reciclando nossos conhecimentos.

Como já foi dito você não é daqui, então o que lhe atraiu para Cascavel?
Na realidade, quando me formei na UEL recebi um convite para trabalhar aqui, na Sarolli Colonial Modas. Parece que não havia estilistas na cidade. A proposta era boa, e como sempre gostei de novos desafios resolvi vir. Era só uma experiência, mas como a cidade me agradou acabei ficando.

Vivemos na “ditadura da beleza”, “ditadura do corpo perfeito”. Isso é válido? Realmente uma mulher super magra veste melhor uma roupa?

Essa questão de cultuar a beleza é bem complicada. Em alguns desfiles, eu coloco clientes minhas que fogem um pouco do padrão, para justamente mostrar que não é só aquela pessoa magérrima que veste bem uma roupa. As modelos hoje realmente são esqueléticas, e se acham gordas ainda, claro, uma roupa cai melhor mas às vezes na passarela as pessoas “normais”, não conseguem nem se enchergar, por isso eu tenho procurado nos desfiles e nos programas que eu faço na TV colocar modelos com um corpo mais próximo do real da maioria.

É necessário muito dinheiro para se vestir bem?

Eu considero que tem que ter bom gosto, porque não precisa gastar muito para se vestir bem. É necessário bom senso, não exagerar. Não se pode fazer com que os estilos se choquem, por isso nós orientamos nossas clientes até por telefone. Às vezes elas ligam dizendo que tem uma determinada ocasião e perguntando qual a roupa mais adequada, qual a melhor combinação, que sapato usar. Há alguns dias uma cliente ligou querendo saber se poderia usar um vestido preto com um sapato branco. Obviamente reprovamos a ideia. São dúvidas corriqueiras. Eu adoro o que faço, é um prazer trabalhar com isso.

E o mercado da moda em Cascavel, perde muito para outros centros? Como é a atual situação?

Eu acho que está “engatinhando” ainda. Nós temos muitas confecções, é uma região que está investindo, percebemos isso, pois temos atacados grandes, o setor de roupa de festa muito bem assessorado. Estamos caminhando para melhor, digamos que estamos médios, mas poderia estar bem melhor (risos).

De onde vem a inspiração para tantas criações?

Não sei se é inspiração ou transpiração (risos). Como eu estudo muito, pesquiso, compro revistas - às vezes caríssimas – com desfiles de criadores europeus e americanos, então eu acho que é de tudo um pouco, lógico que um pouco é inspiração, e muitos anos trabalhando com isso, mas tem que ter prática também, estudar, aprimorar-se, e sempre se reciclar, isso é importantíssimo para qualquer profissional.

Há alguma peça especial, que é o seu “xodó”?

Tenho dois vestidos que guardo aqui na minha sala. São dois vestidos que eu fiz para o Concurso Miss Cascavel. Um dos vestidos foi usado pela Regiane Carvalho, vencedora do Miss Paraná e considerada a eterna Miss Cascavel. Eu nem deixo as peças lá embaixo, elas ficam aqui guardadinhas. São vestidos que eu criei combinando com a candidata e, por isso, são especiais.
Qual a principal diferença que encontramos entre a Lucinha profissional e a mãezona em casa?
Acredito que é a mesma coisa, sou bem parceira, saio com meus filhos, a gente se diverte, participamos muito da vida uns dos outros. Aqui na loja também, sempre decidimos todos juntos, vamos para a balada, é uma convivência bem bacana.

Para você, qual é a definição de moda?
Hoje em dia é dificil definir moda. Até a Channel falava que moda é estilo, pois ele é o que permanece, e a moda passa. Concordo com essa ideia, pois o estilo é tão mais forte do que uma peça de moda, ela é muito passageira e diversificada, portanto poderia definir que moda é estilo.

Hoje você é bem sucedida na área da moda com seu ateliê. Conte-nos como começou esse projeto.

Começou há vinte e um anos, quando eu e meu esposo abrimos uma loja de moda jovem. Depois de 4 anos surgiu essa idéia de locação e estou até hoje satisfeita com o negócio, até porque é uma das minhas paixões.

Você ainda tem algum sonho?

Eu tenho. Quero morar e trabalhar fora do país ou num centro maior.

E hoje, quem é Lucinha Silveira?

Uma mulher guerreira, forte, mãe, que luta muito, trabalha muito, viaja, tem uma vida corrida, e que ainda tem vários objetivos profissionais que espera alcançar. Sou realizada profissionalmente sim, mas eu sempre quero mais, sempre quero aprender mais.

JOGO RÁPIDO COM LUCINHA

Um ídolo = Coco Channel;
Um lugar = Fernando de Noronha;
Um momento = o nascimento do meu primeiro filho;
Um sonho = conhecer o Egito;
Uma pessoa = pai;
Uma comida = árabe;
Um bebida = água mineral;
Uma banda = Pink Floyd.

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Entrevista realizada pelas acadêmicas de Jornalismo da FAG, Adriane Kappes, Jéssica Moreira, Nathália Sartorato, Priscila Rabaioli, Simone Lima e Tátila Pereira :)

 
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