terça-feira, 19 de junho de 2012
Quando a jornalista vira personagem!
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Nathália Sartorato
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O “espalha brasa” dos ringues
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Nathália Sartorato
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
O pensamento por trás da criação
E a agência de web e comunicação digital WX, de Curitiba, foi o destino do jovem Christopher Ibrahim, de 18 anos. O interesse pelas artes visuais surgiu cedo, quando ainda tinha 14 anos. “Um amigo, que já tinha experiência na área de criação gráfica, me mostrou alguns de seus trabalhos. Então uma coisa levou a outra. Conheci fóruns e comunidades independentes de Design Gráfico e Artes Visuais, onde qualquer pessoa interessada nas áreas poderia expor seus trabalhos e obter auxílio e críticas construtivas para aprimorar suas habilidades”, conta. ![]() |
| Dead Star |
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| Hironobu Sakaguchiu |
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| Smoking is good for health |
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| Peace |
Apesar de gostar da prática, Christopher conta que fotografa muito pouco para criar seus trabalhos. “A quantidade de imagens de qualidade disponíveis hoje em bancos de imagens (tanto gratuitos quanto pagos) é enorme. Isso faz com que a fotografia seja necessária somente para obter imagens muito específicas”.
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Nathália Sartorato
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
"Quem fotografa de tudo, não fotografa nada"
Da praia para a cidade. Da moda para a fotografia infantil. Ela tem só 22 anos e há três já fotografa profissionalmente. Com um trabalho diferente – e um nome também - Huaíne Nunes usa e abusa do poder das mídias sociais e mostra como é possível se destacar em meio ao turbilhão de novos fotógrafos que se lançam todos os dias. 
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Nathália Sartorato
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Um sorriso bem brasileiro
Há 16 anos ela, os quatro filhos e o marido - o Seo Alcebíades, que também trabalha no Condomínio prestando serviços de jardinagem; mudaram-se para Cascavel na esperança de ter uma vida melhor. Aqui ela trabalhou como diarista em diversas casas de família. “Todos os dias eu tinha alguma casa para limpar. Às vezes era no Guarujá, outras vezes no Centro ou na Neva. Não sobrava nenhum dia da semana livre”. Na época o salário mínimo girava em torno de R$400,00 e ela conseguia tirar um pouco mais que isso por mês. Para uma família com seis pessoas a renda passa longe de ser ideal, mas ela não se queixa. “As famílias sempre eram muito boas e com o que eu ganhava dava para sustentar a casa”.
Apesar de não reclamar dos anos de diarista, ela confessa que prefere o trabalho de zeladora. “É mais tranquilo e a maioria das pessoas aqui é gente boa”. É, mas infelizmente a maioria não são todos. Dona Edenir se entristece ao falar da discriminação que sofre por parte de alguns moradores. “Muitas pessoas não valorizam os profissionais da limpeza. Às vezes olham pra gente com um ar arrogante, como se a gente fosse inferior a eles. Outros nem sequer cumprimentam.”
Os olhos se encheram de lágrimas quando ela relembrou um dos casos que mais a magoou em todos estes anos de serviços prestados ao Condomínio. “Foi bem constrangedor quando alguns objetos que os moradores deixavam na porta dos apartamentos começaram a sumir e eu fui a primeira pessoa que eles culparam. Esse tipo de coisa é que deixa a gente chateada”.
A profissão exercida hoje não era a que ela sonhava em seguir quando era pequena. “Eu queria ser professora para ajudar as crianças a ter uma educação melhor, para que elas não ficassem nas ruas correndo perigo.” Como não pode realizar esse sonho, ela se dedica à educação dos dois netos, uma menina e um menino. “A gente sempre tenta fazer de tudo pra que eles tenham uma educação melhor do que a nossa”.
Aos 53 anos de idade, Dona Edenir se diz uma pessoa feliz com a vida que leva. “Tenho minha casinha e com o salário de zeladora dá pra criar a família. É claro que eu mudaria muita coisa se pudesse, mas desse jeito está bom”.
O trabalho para ela é como uma terapia. “Faz bem até pra minha saúde. Antes eu ia no PAC uma vez por semana tomar injeção para controlar a pressão, mas depois que comecei a trabalhar eu só precisei voltar lá uma única vez.”
Assim como a maioria dos brasileiros, ela e a família não possuem plano de saúde e reclamam do atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cascavel. “A saúde aqui é bem precária, ainda tem muito o que melhorar.”
Outra coisa que ela também acredita que pode melhorar na cidade é a limpeza das ruas. “Acho tudo muito sujo”. E olha que disso ela entende. Afinal, quando não está trabalhando no Condomínio está trabalhando em casa. “Nos finais de semana minhas filhas me ajudam e a gente faz uma faxina, limpa tudo lá em casa.”
Mesmo com o sorriso estampado no rosto, Dona Edenir não esconde o desejo de se aposentar. “Ainda preciso de mais cinco anos de trabalho com a carteira assinada. Depois disso vou curtir bastante meus netos, ver eles crescendo”.
É, mas se os anos custam a passar, os minutos que ela gentilmente cedeu para esta entrevista passaram rápido demais. “Preciso voltar ao serviço agora, se não não dou conta de terminar tudo hoje”, disse ela, um pouco sem jeito por ter que encerrar a conversa.
E lá foi a Dona Edenir, carregando o balde em uma mão, a vassoura na outra e sustentando sempre um sorriso no rosto. Sorriso este que marca uma vida cheia de dificuldades e muito trabalho, mas que ao mesmo tempo revela uma felicidade e simplicidade tão verdadeiras que causariam inveja em muita madame por aí, que costuma não perceber a vida que se esconde por trás destes personagens invisíveis do nosso dia a dia.
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Nathália Sartorato
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Nilceu dos Santos, o "The Flash"
É isso aí. Foto ao lado do "cara" do ciclismo brasileiro, o cascavelense Nilceu dos Santos mais conhecido como "The Flash", que gentilmente nos recebeu em sua casa para uma entrevista. Ele é um dos personagens da nossa reportagem sobre o ciclismo, que em breve estará concluída e aparecerá aqui no blog. Obrigada Nilceu! :)
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Nathália Sartorato
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domingo, 15 de novembro de 2009
Entrevista - Ricardo Marcelo Sachser
Tema: Orkut.
1. Qual seu ponto de vista pessoal em relação ao site de relacionamento orkut?
A utilidade do orkut é plenamente relativa e dependente do contexto e do perfil (histórico psicossocial singular) do indivíduo. Creio que não seja possível encontrar uma posição determinista sobre o site, mas acredito que isso seja muito pessoal sob a ótica de cada um; particularmente eu acho uma ferramenta muito boa para me comunicar com os meus amigos e compartilhar (através de fotos) momentos marcantes da vida. Existem aqueles que utilizam do orkut intuindo obtenção de status social, pedofilia, capitalismo, prostituição, etc.
2. Como você avalia o constante uso do orkut por parte, principalmente, dos mais jovens? Acredita que a maioria visa essa obtenção de status social?
O jovem, por questões psicológicas, sociais e até mesmo fisiológicas, tende a buscar incessantemente o "novo", ele busca a inovação em todos os contextos objetivando o status social referente a um grupo, uma crença, um relacionamento, etc. Na verdade o jovem projeta numa página de internet a sua ideal versão enquanto ser, ou seja, ele objetiva colocar ali o ser humano ideal e feliz que ele sempre quis ser, logo estas são as chamadas máscaras.
3. Em que aspectos o orkut influencia mais diretamente na vida de um universitário?
Se for bem utilizado, passatempo, diversão, entretenimento... Se for mal utilizado, despersonalização. A pessoa tende a assumir posições passivas perante os problemas da vida. O orkut manipula o indivíduo a agir de acordo com as suas imposições, que seriam do contexto social. A internet lapida a personalidade do sujeito que não possuir uma estrutura psicológica para lidar com tais imposições, ou seja, a mídia em si exerce influência sobre a personalidade do indivíduo. Uma propaganda comercial pra mim é apenas uma propaganda, mas para pessoas vulneráveis ao contexto ela termina sendo uma exigência e isso, progressivamente, lapida a subjetividade do sujeito e ele acaba por ser um produto e não um "ser humano".
4. Por que, em sua opinião, o orkut tornou-se um vício? Quais são os principais motivos que levaram a essa grande popularização do site?
Carência. Sim, as pessoas necessitam ser aceitas em grupos e essa aceitação quando não-recíproca gera angústia e o ser sente-se isolado socialmente. Logo, criando uma imagem muitas vezes 'falsa' de si, ele se sente acolhido. É a necessidade de relacionar-se.
5. Com relação à formação do caráter profissional, o orkut teria um poder de influência real?
Particularmente eu tenho experiências boas quanta a conhecimento na área onde eu pesquiso. Muitas vezes consegui contatos bons com doutores, mestres e mestrandos para trocar informações sobre determinados assuntos que de certa forma vieram a adir na minha formação enquanto acadêmico. Creio que se a pessoa souber utilizar essa ferramenta, muito se têm a contribuir.
6. De que forma você avalia o uso do orkut por parte das crianças?
Eu acredito que a inserção virtual de crianças é muito precoce e isso de certa forma prejudica ela no seu desenvolvimento enquanto pessoa.
7. Quais os principais riscos que você acredita que elas estão sujeitas a correr através desse "mundo virtual"?
Os riscos são múltiplos e isso depende da criação e educação de cada um, mas acredito que a própria estrutura psicológica da criança não está desenvolvida, logo, as implicações podem ser devastadoras.
8. Qual deveria ser, em sua opinião, a posição dos pais com relação à proibição ou não do acesso dos filhos ao orkut?
Eu acho que deveria ser controlado pelos pais, mas não necessariamente proibido. A questão de aconselhar o filho a não aceitar qualquer contato e não entrar em comunidades que estabeleçam vínculos com conteúdos ilícitos.
9. O que você considera como principal atrativo oferecido à criança para que ela queira ingressar nessa rede de relacionamento?
Tudo é fácil, simples e rápido. É uma forma de entrar em contato com as fantasias da criança, com o seu mundo imaginário e de querer encontrar coisas novas para sua vida!
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Nathália Sartorato
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Entrevista de perfil - Lucinha Silveira
Eu não pude começar a realizar esse sonho como eu queria, já que na época só tinha curso de Moda em Minas Gerais. Então, acabei fazendo Educação Artística na UEL que é mais relacionado à moda, por ter desenho.
Comecei a trabalhar com 15 anos, justamente numa loja com roupas de festa e de noivas, onde já desenhava. Eu sempre fui um pouco autodidata, inclusive quando eu ia me formar no Magistério levei o desenho do vestido que queria para o dono da loja. Quando ele viu os desenhos perguntou se era eu quem os fazia e logo me pediu para que desenhasse para alguns clientes japoneses. Aceitei. No dia seguinte, fui contratada pelo Seu Antônio e lá fiquei por sete anos.
Como já foi dito você não é daqui, então o que lhe atraiu para Cascavel?
Essa questão de cultuar a beleza é bem complicada. Em alguns desfiles, eu coloco clientes minhas que fogem um pouco do padrão, para justamente mostrar que não é só aquela pessoa magérrima que veste bem uma roupa. As modelos hoje realmente são esqueléticas, e se acham gordas ainda, claro, uma roupa cai melhor mas às vezes na passarela as pessoas “normais”, não conseguem nem se enchergar, por isso eu tenho procurado nos desfiles e nos programas que eu faço na TV colocar modelos com um corpo mais próximo do real da maioria.
É necessário muito dinheiro para se vestir bem?
Eu considero que tem que ter bom gosto, porque não precisa gastar muito para se vestir bem. É necessário bom senso, não exagerar. Não se pode fazer com que os estilos se choquem, por isso nós orientamos nossas clientes até por telefone. Às vezes elas ligam dizendo que tem uma determinada ocasião e perguntando qual a roupa mais adequada, qual a melhor combinação, que sapato usar. Há alguns dias uma cliente ligou querendo saber se poderia usar um vestido preto com um sapato branco. Obviamente reprovamos a ideia. São dúvidas corriqueiras. Eu adoro o que faço, é um prazer trabalhar com isso.
E o mercado da moda em Cascavel, perde muito para outros centros? Como é a atual situação?
Eu acho que está “engatinhando” ainda. Nós temos muitas confecções, é uma região que está investindo, percebemos isso, pois temos atacados grandes, o setor de roupa de festa muito bem assessorado. Estamos caminhando para melhor, digamos que estamos médios, mas poderia estar bem melhor (risos).
De onde vem a inspiração para tantas criações?
Não sei se é inspiração ou transpiração (risos). Como eu estudo muito, pesquiso, compro revistas - às vezes caríssimas – com desfiles de criadores europeus e americanos, então eu acho que é de tudo um pouco, lógico que um pouco é inspiração, e muitos anos trabalhando com isso, mas tem que ter prática também, estudar, aprimorar-se, e sempre se reciclar, isso é importantíssimo para qualquer profissional.
Há alguma peça especial, que é o seu “xodó”?
Tenho dois vestidos que guardo aqui na minha sala. São dois vestidos que eu fiz para o Concurso Miss Cascavel. Um dos vestidos foi usado pela Regiane Carvalho, vencedora do Miss Paraná e considerada a eterna Miss Cascavel. Eu nem deixo as peças lá embaixo, elas ficam aqui guardadinhas. São vestidos que eu criei combinando com a candidata e, por isso, são especiais.
Qual a principal diferença que encontramos entre a Lucinha profissional e a mãezona em casa?
Acredito que é a mesma coisa, sou bem parceira, saio com meus filhos, a gente se diverte, participamos muito da vida uns dos outros. Aqui na loja também, sempre decidimos todos juntos, vamos para a balada, é uma convivência bem bacana.
Para você, qual é a definição de moda?
Hoje você é bem sucedida na área da moda com seu ateliê. Conte-nos como começou esse projeto.
Começou há vinte e um anos, quando eu e meu esposo abrimos uma loja de moda jovem. Depois de 4 anos surgiu essa idéia de locação e estou até hoje satisfeita com o negócio, até porque é uma das minhas paixões.
Você ainda tem algum sonho?
Eu tenho. Quero morar e trabalhar fora do país ou num centro maior.
E hoje, quem é Lucinha Silveira?
Uma mulher guerreira, forte, mãe, que luta muito, trabalha muito, viaja, tem uma vida corrida, e que ainda tem vários objetivos profissionais que espera alcançar. Sou realizada profissionalmente sim, mas eu sempre quero mais, sempre quero aprender mais.
JOGO RÁPIDO COM LUCINHA
Um ídolo = Coco Channel;
Um lugar = Fernando de Noronha;
Um momento = o nascimento do meu primeiro filho;
Um sonho = conhecer o Egito;
Uma pessoa = pai;
Uma comida = árabe;
Um bebida = água mineral;
Uma banda = Pink Floyd.
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Entrevista realizada pelas acadêmicas de Jornalismo da FAG, Adriane Kappes, Jéssica Moreira, Nathália Sartorato, Priscila Rabaioli, Simone Lima e Tátila Pereira :)
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Nathália Sartorato
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